lEI mORAL

joanadarc

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“Certas pessoas, por exemplo, me escreveram perguntando: “Isso que você chama de Lei Moral não é simplesmente o nosso instinto gregário? Será que ele não desenvolveu como todos os nossos outros instintos? Não vou negar que possuímos esse instinto, mas não é a ele que me refiro quando falo em Lei Moral. Todos nós sabemos o que é ser movido pelo instinto – pelo amor materno, pelo instinto sexual ou o instinto da alimentação: sentimos o forte desejo ou impulso de agir de determinada maneira. E é claro que, às vezes sentimos o desejo intenso de ajudar outra pessoa. Isso se deve, sem dúvida, ao instinto gregário.
No entanto, sentir o desejo intenso de ajudar é bem diferente de sentir a OBRIGAÇÃO SOBERANA e IMPERIOSA de ajudar, quer a queiramos, quer não. Suponhamos que você ouça o grito de socorro de um homem em perigo. Provavelmente você sentirá dois desejos: o de prestar socorro (que se deve ao instinto gregário) e o de fugir do perigo (que se deve ao instinto de auto-preservação). Mas você encontrará dentro de si, além desses dois impulsos, UM TERCEIRO ELEMENTO, que lhe mandará seguir o impulso da ajuda e suprimir o impulso da fuga. Esse elemento, que põe na balança os dois instintos e decide qual deles deve ser seguido, não pode ser nenhum dos dois. Você poderia pensar também que a partitura musical, que lhe manda, num determinado momento, tocar tal nota no piano e não outra, é equivalente a uma das notas do teclado.

A Lei Moral nos informa da melodia a ser tocada; nossos instintos são meras teclas”.

->Lembre-se que Deus pôs a sua Lei em nossos corações:

“Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são a lei; os quais mostram a obra da lei ESCRITA EM SEUS CORAÇÕES, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os.” (Romanos 2:14-15)

Glória seja dada a Ele sempre e eternamente

 

 

Moralidade e Psicanálise (trecho do livro), por C. S. Lewis:

“O mau material psicológico não é um pecado, mas uma doença. 
Não é motivo para arrependimento, mas algo a ser curado, o que, por sinal, é muito importante. Os seres humanos julgam uns aos outros pelas ações externas. Deus os julga por suas escolhas morais. Quando um neurótico com horror patológico a gatos se obriga, por um bom motivo, a pegar um deles no colo, é bem possível que aos olhos de Deus esteja demonstrando mais coragem que outro homem que recebesse a Victoria Cross (Condecoração militar britânica para atos de bravura). Quando um homem pervertido desde a infância, durante a qual foi ensinado que a crueldade é correta, faz um pequeno gesto de bondade ou refreia-se de fazer um gesto cruel, correndo o risco de ser caçoado pelos seus companheiros, é possível que, aos olhos de Deus, ele tenha feito mais do que nós faríamos se sacrificássemos nossa própria vida por um amigo.”

 

“A esperança é uma das virtudes teológicas. Isso quer dizer que (ao contrário do que o homem moderno pensa) o anseio contínuo pelo mundo eterno não é uma forma de escapismo ou de auto-ilusão, mas uma das coisas que se espera do cristão. Não significa que se deve deixar o mundo presente tal como está. Se você estudar a história, verá que os cristãos que mais trabalharam por este mundo eram exatamente os que mais pensavam no outro mundo. Os apóstolos, que desencadearam a conversão do Império Romano, os grandes homens que erigiram a Idade Média, os protestantes ingleses que aboliram o tráfico de escravos – todos deixaram sua marca sobre a Terra precisamente porque suas mentes estavam ocupadas com o Paraíso. Foi quando os cristãos deixaram de pensar no outro mundo que se tornaram tão incompetentes neste aqui.”

 

“Alguns de vocês podem achar que isto está muito distante de suas experiências pessoais. Talvez digam: ”Nunca senti a presença invisível de Cristo a meu lado me ajudando, mas várias vezes fui ajudado por outros seres humanos.”

 

Mal comparando, é como a mulher que, na Primeira Guerra, disse que não se importava com uma possível carestia de pão, pois em sua casa só comiam torradas. Se não houver pão, não haverá torrada. Da mesma forma, sem a ajuda de Cristo, os outros seres humanos também não vão nos ajudar. Ele opera em nós de diversas maneiras: não apenas dentro dos limites do que chamamos de ‘vida religiosa’, mas também por meio da natureza, do nosso próprio corpo, dos livros, às vezes inclusive mediante experiências que poderiam ser vistas (na hora em que ocorreram) como anticristãs. Quando um jovem que frequenta a igreja de forma rotineira se dá conta de que realmente não acredita no cristianismo e para de frequentá-la – pressupondo que se trate de uma atitude honesta e sincera, e não de algo que ele faz só para aborrecer os pais -, o Espírito de Cristo está mais próximo dele do que jamais esteve antes – pressupondo que tomou essa atitude de coração, e não para incomodar os seus pais. Porém, acima de tudo, Cristo opera em nós através dos outros seres humanos, e neles através de nós.”

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Sta Joana d’Arc nasceu através de um compromisso e do desejo de publicar obras notáveis de autores nacionais e estrangeiros, tanto de cunho filosófico e teológico, quanto de matéria infantil, fantástica e ficcional. Além de fazer renascer o espírito de tradições e valores antigos à sociedade como um todo, a publicação de obras que revelem a riqueza de nossa história é a melhor maneira de servir a humanidade.

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Sta Joana d’Arc nasceu através de um compromisso e do desejo de publicar obras notáveis de autores nacionais e estrangeiros, tanto de cunho filosófico e teológico, quanto de matéria infantil, fantástica e ficcional. Além de fazer renascer o espírito de tradições e valores antigos à sociedade como um todo, a publicação de obras que revelem a riqueza de nossa história é a melhor maneira de servir a humanidade.

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