Zwinglio foi um dos primeiros revolucionários protestantes suíços (também conhecidos como “reformadores”), se não o primeiro.
Extraído do primeiro volume da obra em dois volumes “Toleration and the Reformation” (Trad. Tolerância e a Reforma) (Joseph Lecler, S.J., Nova York: Association Press, 1960; da edição francesa de 1955; traduzido por T. L. Westow), temos o seguinte:
“Por que, então, o magistrado cristão não deveria destruir estátuas e abolir a Missa, especialmente se agir com o consentimento da Igreja? Isso não significa que ele precise degolar os padres, se for possível evitar tal ação cruel. Mas, caso contrário, não hesitaríamos em imitar até mesmo os exemplos mais severos, desde que o Espírito nos desse a mesma certeza que deu àqueles heróis de outrora. Pois… conheço bispos que nunca deixarão de semear problemas até que finalmente encontrem um Elias que os passe ao fio da espada. Enquanto isso, poupemo-los se a caridade assim o exigir, pois ainda nos dão alguma esperança. Mas se essa mesma caridade nos ordenar matá-los para o bem-estar do corpo, é melhor arrancar um olho cego do que correr o risco de perder o corpo inteiro.”
[p. 313; Werke, t. IX, de Corpus Reformatorum, t. 96; p. 464; do ano de 1528]
A Zurique de Zwinglio era governada por um Conselho dos Duzentos. Este emitiu os seguintes decretos, segundo Lecler (p. 311-312): “em 1524, [decretou] a supressão de imagens e estátuas; em 1525, a supressão da Missa e o batismo obrigatório de crianças (visando suprimir os anabatistas); … e por fim (7 de março de 1526), a pena de morte para quem tentasse rebatizar.” [nota de rodapé: “Em cumprimento a essa lei, o anabatista Felix Manz foi afogado em 25 de janeiro de 1527″]
Texto Original: Huldrych Zwingli (1484-1531) on the Execution of Heretics
Tradução de Kertelen Ribeiro




