[Trecho do meu livro, The Catholic Verses; (2004) [Em Português, Está na Bíblia. Este é o Capítulo Treze: “A Bem-Aventurada Virgem Maria” (p. 155-164)]
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SER CHEIA DE GRAÇA = AUSÊNCIA DE PECADO DA ABENÇOADA VIRGEM MARIA E IMACULADA CONCEIÇÃO
Lucas 1, 28: “E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres”[1]
Os católicos acreditam que esse versículo é uma indicação da ausência de pecado em Maria – o núcleo mais desenvolvido da doutrina da Imaculada Conceição. Mas isso não é visível a uma primeira olhada (especialmente se o versículo for traduzido por ‘agraciada’, o que não traz à mente a ideia de ausência de pecado na linguagem atual). Eu já efetuei uma extensa exegese e análise deste versículo em diálogos com protestantes evangélicos, de modo que este capítulo será traçado a partir desse esforço de pensamento e experiência.
Os protestantes são hostis às boções de que Maria fosse livre de pecado e de sua Imaculada Conceição (em que Deus a preservou do pecado original a partir do momento da concepção) porque eles sentem que isso faria dela um tipo de deusa, inadequadamente apartada do restante da humanidade. Eles não acreditam que tenha sido adequado que Deus a apartasse de tal modo, mesmo que fosse para o propósito de se tornar a Mãe de Jesus Cristo. O grande estudioso da língua grega, o batista A. T. Robertson exibe uma perspectiva protestante, mas é objetivo e justo ao comentar esse versículo como se segue:
“‘Agraciada’ (kecharitomene). Particípio perfeito passivo de charitoo e significa ‘dotado de graça’ (charis), ‘enriquecido em graça’ tal como em Efésios 1,6 […]. A Vulgate gratiae plena está certa se quer dizer ‘cheia de graça que vós recebestes’; mas errada se quer dizer ‘cheia da graça que tendes para conceder’” (Plummer; Robertson, II, 13).

Jacopo da Montagnana (1440–1499)
A palavra kecharitomene relaciona-se com a graça de Deus, pois é derivada do radical grego charis (literalmente “graça”). Portanto, na KJV [Versão King James] charis é traduzida como “graça” em 129 das 150 vezes que a palavra aparece. O estudioso do grego Marvin Vincent observa que até mesmo Wycliffe e Tyndale (que não eram exatamente apoiadores entusiastas da Igreja Católica) registraram kecharitomene em Lucas 1,28 como “cheia de graça” e que o sentido literal era “dotada com graça” (Vincent, I, 159).
De modo semelhante, o notável liguista protestante W. E. Vine define a palavra como “dotada do Divino favor ou graça” (Vine, II, 171). Todos esses homens são protestantes (exceto Wycliffe, que provavelmente teria sido, caso tivesse vivido no século XVI ou depois) e, desse mod, não podem ser acusados de viés na tradução. Até mesmo um severo crítico do Catolicismo como James White não pode evitar o fato de que kecharitomene (pouco importando a tradução) não se divorcia da noção da graça e afirmou que o termo referia-se ao “favor divino, isto é, à graça de Deus” (White, 201).
É claro que os católicos concordam que Maria recebeu a graça. Essa ideia é presumida na doutrina da Imaculada Conceição: foi uma graça de Deus que não poderia, de forma alguma, relacionar-se ao mérito pessoal de Maria, uma vez que foi concebida por Deus no momento de sua concepção, para preservá-la do pecado original (como seria adequado àquela que carregaria no próprio corpo o Deus encarnado).
O argumento católico é articulado sobre o significado de kecharitomene. Para Maria, essa palavra significa um estado que lhe foi concedido, no qual ela desfruta de uma extraordinária plenitude de graça. A palavra charis frequentemente se refere a um poder ou habilidade concedida por Deus com o propósito de superar o pecado (e é assim que interpretamos Lucas 1,28). Esse sentido é bíblico, como assinala o estudioso de grego Gerhard Kittel:
“A graça é a base da justificação, que também nela se manifesta (Romanos 5, 20-21). Portanto, a graça é, em certo sentido, um estado (5,2), embora sempre sejamos chamados a ela (Gálatas 1,6), e seja sempre um dom que ninguém pode reivindicar. A graça é suficiente (1 Coríntios 1,29) […] O trabalho da graça em superar o pecado demonstra o seu poder (Rm 5, 20-21)” (Kittel, 1304-1305).
O linguista protestante W. E. Vine concorda que charis pode significar “um estado de graça, por exemplo, Romanos 5,2; 1 Pedro 5,12; 2 Pedro 3, 18” (Vine, II, 170). Pode-se construir um forte argumento bíblico a partir da analogia da ausência de pecado em Maria. Para São Paulo, a graça (charis) é antítese e a “conquistadora” do pecado (negritos adicionados por mim aos seguintes versículos):
Romanos 6,14 – “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça“. [cf. Romanos 5,17, 20-21; 2 Coríntios 1,12 e 2 Timóteo 1,9].
Somos salvos pela graça, e somente pela graça.
Efésios 2, 8-10 – “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas. (cf. Atos 15, 11; Romanos 3,24 e 11,5; Efésios 2,5; Tito 2, 11 e 3,7; 1 Pedro 1,10).
Assim, o argumento bíblico delineado acima prossegue da seguinte forma:
- A graça nos salva.
- A graça nos dá o poder de ser santos, justos e sem pecado.
Portanto, o fato de que uma pessoa esteja “cheia de graça” significa tanto que ela está salva quanto que está completamente, excepcionalmente, santa. É um jogo de soma zero: quanto maior a graça, menor o pecado. Pode-se entender a graça como a água e, o pecado, como o copo vazio (nós). Quando se depeja a água (graça), o pecado (ar) é expulso. Um copo cheio de água, portanto, não contém ar (veja também outros conceitos que se manifestam sob a forma de jogos de soma zero em 1 João 1,7 e 9; 3, 6 e 9; 5,18). Estar cheio de graça significa estar vazio de pecado. Assim, devemos reformular as duas proposições acima:
- Estar cheio da graça que salva é certeza de estar salvo.
- Estar cheio da graça que nos dá o poder de ser santos, justos e sem pecado é estar sem pecado, por essa mesma graça.
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Uma argumentação dedutiva a partir da Bíblia em favor da Imaculada Conceição, cujas premissas derivem diretamente das Escrituras, assemelhar-se-ia ao seguinte:
- A Bíblia nos ensina que somos salvos pela graça de Deus.
- Estar “cheio da” graça de Deus significa, portanto, estar salvo.
- Portanto, Maria está salva (Lucas 1, 28).
- A Bíblia ensina que nós necessitamos da graça de Deus para viver uma vida santa, livre de pecado.
- Estar “cheio da” graça de Deus significa, portanto, estar santo, livre de pecado.
- Por conseguinte, Maria é santa e sem pecado.
- A essência da Imaculada Conceição é a ausência de pecado.
- Portanto, a Imaculada Conceição, em sua essência, pode ser deduzida diretamente das Escrituras.
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O único meio de fugir logicamente a esse argumento seria negar uma das duas premissas, sustentando que, ou a graça não salva, ou a graça não é um poder que capacita a nos tornarmos santos e sem pecado. É muito improvável que qualquer protestante evangélico assuma essa posição, pois o argumento é muito forte, uma vez que deriva de suas próprias premissas. Nesse sentido, a essência da Imaculada Conceição (isto é, a ausência de pecado em Maria) é provada a partir de princípios e doutrinas bíblicas aceitas por todo protestante ortodoxo. Certamente, todas as principais correntes cristãs concordam que a graça é uma condição tanto para a salvação quanto para a superação do pecado. Então, em certo sentido, meu argumento é de primeiro grau, deduzido (quase que por bom senso, eu diria) a partir de noções que todos os cristãos sustentam em comum.
Uma possível ninharia poderia ser o momento em que Deus aplicou à Maria a sua graça. Nós sabemos (desde Lucas 1, 28) que ela a recebera na condição de uma jovem mulher, na Anunciação. Os católicos acreditam que Deus concedeu-lhe a graça no momento da concepção, de modo que fosse preservada do pecado original, o qual, de outro modo, sendo ela humana, teria inevitavelmente herdado. Portanto, pela graça preventiva de Deus, ela foi salva de cair no poço do pecado em vez de resgatada após cair nele. Todas essas conclusões resultam diretamente de Lucas 1, 28 e da (primariamente paulina) exegese de “charis” em outras passagens do Novo Testamento. Seria estranho se os protestantes menosprezassem a graça, quando são conhecidos por sua ênfase constante nela como única fonte de salvação (nós, católicos, concordamos plenamente com isso; apenas negamos a doutrina da “fé somente”, por ser contrária ao claro ensinamento de São Tiago e São Paulo).
Os protestantes objetam argumentando que essas crenças são especulativas; isto é, que vão muito mais longe do que o permitido pela evidência bíblica. No entanto, uma vez que se mergulha profundamente o bastante nas palavras das Escrituras, elas mostram que não são, de modo algum, especulativas. Em vez disso, parece que a teologia protestante trombeteou seletivamente o poder da graça quando aplicado a todos os demais cristãos, mas subestimou quando aplicado à Abençoada Virgem Maria. O que temos aqui, então, não é tanto uma questão de católicos forçando uma leitura das Escrituras, mas sim de protestantes excluindo à força e por completo certas passagens das Escrituras (isto é, ignorando suas fortes implicações), pelo fato de elas não encaixarem em suas noções preconcebidas (outro exemplo de meu tema geral). Meu primeiro oponente em um debate online não pôde refutar de nenhuma forma eficaz este raciocínio. Ele tentou citar alguns contraversículos, mas que não superaram a lógica e a força do argumento.

Johann, Jakob e Tobias Pock, 1640 [Domínio Público]
Diversos outros protestantes que seguiam o diálogo assumiram o desafio em seguida. Vejamos suas respostas:
Primeiro, argumentou-se que Santo Estêvão também foi descrito como “cheio de graça” em Atos 6, 8, mas naquele versículo a frase é “pleres charitos”, não “kecharitomene”. Se a terminologia grega é diferente, o argumento perde a maior parte de – ou toda – sua relevância e força. O segundo argumento foi de Eric Svendsen, um apologista protestante especializado em opôr-se à Igreja Católica. Em um de seus livros, ele afirma que o radical de kecharitomene, charitoo, é encontrado em outras passagens da Escritura (na mesma forma radical que Lucas 1, 28); portanto, os católicos deveriam consistentemente considerar todos os outros a quem o termo foi dirigido como também livres de pecado:
“Charitoo […] ocorre na mesma forma participial em Eclesiástico 18, 17 sem nenhuma importância teológica. Também ocorre em Efésios 1, 6, onde é aplicável a todos os crentes […] Devemos concluir que todos os crentes estão livres do pecado original?”
(Svendsen, 129)
Em efésios 1, 5-6 lê-se: “E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado”.
Svendsen acredita que derrota a exegese católica de Lucas 1, 28; mas a variante de charitoo (graça) usada aqui é diferente (echaritosen). E de acordo com Marvin Vincent, um notável linguista protestante, profundo conhecedor do grego bíblico, o significado…:
“[…] não é ‘dotou-nos com a graça’, tampouco ‘fez-nos dignos de amar’, mas ‘graça que ele livremente concedeu'”
(Vicent, III, 365)
Vicent indica diferentes significados para a palavra “graça” em Lucas 1, 28 e Efésios 1, 6. Ele defende que “dotado com a graça” é o significado em Lucas 1, 28, de modo que ele expressadamente contrasta este significado com o daquela passagem. A. T. Robertson define a palavra do mesmo modo, como “Ele livremente concebeu” (Robertson, IV, 518). Quanto à hipótese de que a graça concedida aqui sobre todos os crentes esteja em paralelo com a plenitude da graça concedida À Bendita Virgem Maria, este simplesmente não pode ser o caso de um ponto de vista lógico, uma vez conduzida a adequada exegese. À parte os diferentes significados das palavras especificamente empregadas em cada caso, como demonstramos, a graça é possuída em medidas diferentes por fiéis diferentes, como visto em outros lugares das Escrituras:
2 Pedro 3, 18: “Antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.
Efésios 4, 7: “Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo” (cf. Atos 4, 33; Romanos 5,20 e 6,1; Tiago 4,6; 1 Pedro 5,5; 2 Pedro 1,2)
A graça “livremente concedida” em Efésios 1, 6, então, não tem possibilidade de considerar-se equivalente à “plenitude da graça” aplicada a Maria em Lucas 1, 28, porque refere-se a um imenso grupo de pessoas, com diferentes dons e vários níveis e graça concedida, como demonstram os versículos que acabamos de citar. O argumento de Svendsen é tão falacioso quanto a seguinte analogia:
Imagine um grupo de jogadores cristãos de baseball – contando igualmente com alguns dos melhores e alguns dos mais talentosos – rezasse a Deus antes de uma partida:
“E nos predestinou para seus jogadores de baseball por Jesus Cristo, para si mesmo,segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor deste dom glorioso da habilidade e do talento atléticos pelos quais nos fez agradáveis a si no Amado…”
É óbvio que Deus concedeu os talentos e as habilidades a cada jogador de baseball, no sentido de que Ele é o Criador e a fonte de todas as boas coisas. Mas serão estes talentos concedidos em igual medida? É claro que não (veja especialmente Efésios 4, 7). Analogamente, a graça é concedida aos crentes em diferentes medidas. Portanto, entra em colapso o argumento de Svendsen, segundo o qual Efésios 1, 6 está diretamente em paralelo com Lucas 1,28. A massa de fiéis cristãos, como um todo, não possui o mesmo grau de graça ou de santidade, e todo mundo sabe disso, tanto a partir da experiência quanto da revelação. Contudo, Maria (como pessoa individual) foi abordada de um modo extraordinário com um título que, biblicamente, significa que aquela a quem se dirige naqueles termos é particularmente exemplificado pelas características do título de uma maneira particular. Maria foi “cheia de graça”. “Kecharitomene”, aqui, assume o sentido de um substantivo. Nenhuma tentativa de minimizar ou atenuar a importância disso terá sucesso. O significado é muito claro. Svendsen assinala que Lucas 1, 28 usa o tempo perfeito, enquanto Efésios 1, 6 não o faz, e que os católicos podem usar esse argumento para amparar sua opinião (uma vez que ela indica uma diferença entre as duas passagens). Mas ele escreve:
“Isto não ajuda à sua casa, uma vez que o tempo perfeito fala somente do estado atual do sujeito sem referência a quanto tempo o sujeito esteve ou permanecerá naquele estado” (Svendsen, 129)
Assim, ele tenta demonstrar, através de referências cruzadas e da gramática do grego que Lucas 1,28 não é nem exclusivo nem um apoio à ideia da ausência de pecado em Maria ou de Imaculada Conceição. Entretanto, o ramo perfeito de um verbo grego, de acordo com Friedrich Blass e Albert DeBrunner, indica a “continuidade de uma ação completada” (Greek Grammar of the New Testament [Chicago: University of Chicago Press, 1961], 66). Maria, portanto, continua, em seguida, sendo cheia de graça que possuíra ao tempo da Anunciação. Isso, é claro, não pode ser dito de todos os crentes em Efésios 1, 6, devido aos diferentes níveis de graça, como demonstramos anteriormente.
Quanto à referência cruzada com Eclesiástico 18, 17, em que a palavra está na mesma forma (kecharitomene) aquele versículo também se aplica genericamente: “Não vês que a palavra vale mais do que o dom excelente? Mas uma e outra coisa encontram-se no homem justo”. Além do mais, este é um exemplo de literatura proverbial, ou de sabedoria. De acordo com os princípios hermenêuticos padrões, este não é um tipo de literatura bíblica sobre a qual se devem construir doutrinas ou uma teologia sistemática (ou, até mesmo, sentidos precisos de palavras). A razão é que uma expressão proverbial admite muitas acepções. Por exemplo, a declaração “Pessoas felizes sorriem” pode ser verdadeira na parte do tempo, mas não é sempre verdadeira. A linguagem proverbial é, portanto, imprecisa demais para que seja usada na determinação de proposições teológicas exatas. O sentido depende do contexto, como qualquer léxico rapidamente provara. Mesmo à parte do importante fator representado pelo estilo de texto proverbial encontrado no Eclesiástico, os linguistas atribuem diferentes significados a kecharitomene nos dois versículos. Como diz Joseph Thayer, outro grande estudioso do grego bíblico:
Lucas 1, 28 – “seguir com a graça, cercar de favores, honrar com bênçãos”.
Eclesiástico 18, 17 – “tornar gracioso, isto é, encantador, adorável, aprazível” (Thayer, 667; Strong’s word nº 5487).
A tentativa de Eric Svendsen de incluir Lucas 1, 28 com outras passagens “semelhantes” fracassou, porque linguistas respeitados demonstram que há diferenças em quantidade suficiente para lançar dúvidas sobre seu argumento. O contexto, a gramática e os princípios da hermenêutica fazem, igualmente, naufragar seu argumento. Muitos pensadores protestantes e oponentes da doutrina católica presumiriam, segundo penso, que a Imaculada Conceição pode ser facilmente desmascarada a partir das Escrituras. A partir de uma análise dos versículos citados, vemos que, embora não possa ser provada de forma absoluta a partir das Escrituras, não pode também ser descartada com base nas Escrituras. Além disso, uma sólida base dedutiva e exegética para a crença na impecabilidade de Maria, e, portanto, em sua Imaculada Conceição, pode ser extraída somente das Escrituras.
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[1] N. A.: A RSVCE (“Revised Standard Version Catholic Edition” – Versão Padrão Revisada Edição Católica) traduz a palavra kecharitomene (“agraciada) como “cheia de graça”. N. T.: na versão Católica em Português, o verso citado é traduzido como “Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo”. Coleção Sant’Andrea em Rovezzano Domínio Público




